segunda-feira, novembro 06, 2006
99 coisas que matam tantos ou mais neurónios que o THC

Eu nem sou de justificar aquilo que digo, escrevo ou faço. Do mesmo modo, são poucas as provocações desprovidas de suficiente acutilância que me suscitam uma reacção. Ainda assim, não quero deixar passar em claro o primeiro comentário ao post anterior. Não porque me sinta provocado, mas porque me dá especial prazer alterar o centro de gravidadade das mentes mais ou menos hipócritas, mais ou menos informadas, mais ou menos beatas ou maria-vai-com-as-outras. Por isso, sacrifiquei uns minutos do meu intervalo de almoço para compilar a lista que se segue. 99 coisas que matam tantos ou mais neurónios que o THC. O que é o THC?... sugiro que visitem o link deixado pelo autor do já referido comentário. Porquê 99?... porque o número de neurónios que me resta já não dá para arranjar 100, porque 99 é um número tão bom como qualquer outro, porque o meu intervalo para almoço não é assim tão prolongado.


99 coisas que matam tantos ou mais neurónios que o THC*


  1. cerveja … e restantes bebidas alcoólicas
  2. namoradas chatas
  3. interlocutores aborrecidos
  4. livros do Bragança de Miranda
  5. livros da Margarida Rebelo Pinto
  6. desportos de contacto
  7. assistir a uma partida de golfe
  8. pais
  9. irmãos
  10. avós
  11. tios
  12. noitadas a estudar
  13. noitadas de borga
  14. noitadas em frente ao computador
  15. noitadas de sexo
  16. noitadas a mirar a vizinha pelo telescópio
  17. arbitragens de futebol em Portugal
  18. filmes do Manuel de Oliveira
  19. discursos do Sócrates
  20. discursos do Soares
  21. mensagem de Natal do Presidente da República
  22. dores de dentes
  23. alcatrão
  24. programas televisivos da manhã
  25. Morangos com Açúcar (é um massacre de neurónios)
  26. cónicas do César das Neves no DN
  27. mania da Perseguição do Pacheco Pereira
  28. e, por falar nisso, tentar abrir o Abrupto
  29. namoradas chatas dos meus amigos
  30. alguns dos meus amigos
  31. todas as minhas amigas
  32. patrões caloteiros
  33. patrões que, não sendo caloteiros, nos obrigam a trabalhar
  34. séries de advogados
  35. séries de médicos
  36. ah… a Floribela
  37. adeptos do Porto
  38. adeptos do Sporting
  39. conferências de imprensa do Jaime Pacheco
  40. Fernando Santos/Beto/Paulo Jorge/Moretto
  41. chilli
  42. comida indiana
  43. mercuriocromo
  44. cromos
  45. lamber aquela parte de trás dos envelopes (para além do perigo de cortar a língua)
  46. anónimos que comentam em blogues
  47. blogues que comentam anónimos
  48. tabaco
  49. a tinta usada para escrever “Fumar Mata”
  50. fumo de escape
  51. gordura de cozinha
  52. limpar o pó (não é uma metáfora)
  53. verniz das unhas
  54. tinta plástica
  55. um martelo na mona
  56. carrascão da Beira Baixa
  57. chiclas de mentol
  58. chinelas de praia
  59. bombinhas de Carnaval
  60. Carnaval do Rio
  61. martelos de S. João (alho porro englobado)
  62. acidentes na auto-estrada (ou noutra estrada qualquer)
  63. sogras… estava a esquecer-me das sogras
  64. um traque num elevador
  65. escalar o Evereste
  66. descer à fossa das Marianas
  67. assistir ao Cats mais que uma vez
  68. os quatro últimos álbuns dos Delfins
  69. todos os álbuns do João Pedro Pais
  70. pitinhas a cantar em coro as músicas dos Dzrt
  71. carrinhos de choque
  72. montanhas russas / twisters / carrosséis em geral
  73. e já que estamos na feira popular… farturas, algodão doce e ciganos
  74. mecânicos aldrabões
  75. mulheres ao volante à nossa frente numa rotunda
  76. homens ao volante atrás de nós num semáforo
  77. crianças em carrinhos de compras (aliás, crianças em qualquer circunstância)
  78. conduzir com a mãe ao lado (ou com a minha amiga Catarina)
  79. ser como a minha mãe (ou como a minha amiga Catarina) e ser conduzido por alguém como eu
  80. o bebé do vizinho de cima que não se cala durante a noite
  81. o cão do vizinho de baixo que ladra de cada vez que o elevador se mexe
  82. o cheiro a prurido em casa das avós
  83. a conversa no barbeiro
  84. o Windows XP sem Service Pack
  85. o Norton Antivirus
  86. o Prós & Contras
  87. os comentários do Jorge Coroado na rádio e na TVI
  88. revistas do jet7 e do pessoal que acha que é alguma coisa de especial
  89. revistas de tunning
  90. programar o vídeo
  91. alterar as definições do telemóvel
  92. caixa de email cheia de Spam e forwards
  93. pizzas com ananás ou banana ou qualquer outra fruta que nunca deveria fazer parte de uma pizza
  94. assistir a torneios de Xadrez
  95. Crónicas clubistas da Leonor Pinhão e do Miguel Sousa Tavares
  96. os Malucos do Riso e qualquer programa em que entre o Guilherme Leite
  97. reposições do “Música no Coração” por alturas do Natal
  98. peças de teatro infantil nas festas da escola
  99. Arranjar, assim, do pé para a mão, 99 coisas que matam tantos ou mais neurónios que o THC!
* Haverá, porventura, mais coisas que matem tantos ou mais neurónios que o THC. Sintam-se livres para as apontar... se se lembrarem. Isto é, se o THC ainda não tiver matado todos os vossos neurónios.
posted by Raimundo @ segunda-feira, novembro 06, 2006  
12 Obscenidades evitáveis:
  • At 07 novembro, 2006 21:51, Anonymous MM said…

    Falta o Natal dos Hospitais. Ah e Júlio Isidro!

     
  • At 08 novembro, 2006 13:45, Anonymous Name said…

    Foi um sentimento de estupefacção, para não dizer de desdém, que experimentei quando vi que o mui afamado Raimundo se dera ao trabalho de redigir um tão evangelizador post em resposta ao meu científico comentário. Maior displicente gáudio senti, quando aquele Raimundo-que-vos-escreve deixou de concentrar a sua atenção no prosaico saboreio da sandes de courato e do copo de refrigerante para listar um conjunto tão longo de situações, rábulas e pessoas, que atentam contra o normal ciclo de vida dos neurónios.

    Não vou contestar as 99 “coisas” que matam neurónios, mas apenas clarificar a minha afirmação e opinião global quanto ao problema:

    1. Não me incluo em nenhum dos grupos de “mentes mais ou menos hipócrita”, “mais ou menos informadas”, “mais ou menos beatas” ou “maria-vai-com-as-outras”, “por isso”, “sacrifiquei uns minutos do meu intervalo” ou “de almoço”, para te citar. Em momento algum o meu comentário é pedagogo ou contesta o uso de substâncias que contenham o THC. Antes pelo contrário, eu sou contra os que-são-contra-qualquer-coisa, os falsos pedagogos, os condutores de mentes e escumalha afim.
    Essa catequização repugna-me tanto como a cozinha tradicional uzbeque, que eu não conheço, mas que deve ter mau aspecto. (Se não tiver um aspecto execrável, substituir na frase anterior “cozinha tradicional uzbeque”, por “bifinhos com cogumelos dos jantares de curso da cantina da Boavista”).

    2. O meu comentário foi científico, não é da minha responsabilidade e tive o cuidado de indicar a fonte do mesmo. E só não acrescentei posições contrárias porque, ao contrário de ti, Raimundo-bom-vivant-e-bom-garfo, não tenho muito tempo para almoço. A minha costela liberal, liberalizante e libertária diz-me que podes fazer com os teu neurónios o que bem entenderes desde que não me chateies mais do que um gato coxo e impotente que tente meter-se debaixo da roda esquerda do meu carro! De resto, sejamos pragmáticos: os neurónios – teus incluídos – não servem para mais nada a não ser para a função que lhes está atribuída pela natureza (evolucionista e não criacionista) ou, morrerem! Não se fazem transplantes, não se comem, não se preservam em frascos com formol, não se vendem e, muito menos, podem ser usados na construção de componentes automóveis!
    Portanto, os neurónios de todos os outros que não os meus interessam-me tanto como um convite para assistir a uma conferência sobre métodos de contracepção para pessoas com mais de 90 anos, que ainda acreditam que a ideia de sexo na terceira idade não é uma invenção dos mais novos para lhes afastar da mente o uso de fraldas e a administração de 368 comprimidos (só até à hora do almoço).

    3. Na lista, esqueceste-te das cuecas de gola alta, dos “filmes” do Lars Von Trier e da família Bush, que se farta de matar um tipo específico de neurónio: o neurónio-do-crescente-fértil.
    Mas se queres que te diga, isso interessa-me tanto como passar uma tarde inteira, sentado numa cadeira, a ver o cimento de uma parede acabada de arranjar a solidificar.

    De resto, até este meu comentário provoca em mim tanta motivação como a que se tem ao arrancar um dente cariado (daqueles terríveis) com uma tenaz de ferreiro (ferrugenta) da Idade Média (sem anestesia).

    O meu concelho é que da próxima almoces na paz do Senhor, com quem tens obrigações profissionais. Comer à pressa, para além de matar neurónios, também mata o aparelho digestivo.

    (Acerca do teu aparelho digestivo, ler todas as considerações sobre os neurónios em geral).

     
  • At 08 novembro, 2006 14:58, Anonymous Name said…

    ERRATA: Naturalmente que "concelho", já na parte final, está mal escrito. Queria dizer "conselho". A todos os atingidos por este erro crasso as minhas desculpas. Parece-me agora óbvio que preciso dar menos atenção ao aparelho digestivo e mais aos meus neurónios.

     
  • At 08 novembro, 2006 15:44, Blogger Raimundo said…

    Até que enfim... Tens razão. Filmes do Von Trier. Cuecas de gola alta? Não quero saber!

     
  • At 08 novembro, 2006 16:15, Anonymous Name said…

    "Falta o Natal dos Hospitais".
    Mas que credibilidade tem uma pessoa em falar do Natal dos Hospitais quando ela própria foi apresentadora de um evento regional do mesmo género?... Quem tem coberturas habitacionais de composição vidreira, não pode arremessar com parcelas geológicos à habitação da pessoa que habita na porta ao lado, cara MM!

     
  • At 09 novembro, 2006 23:57, Anonymous MM said…

    Ninguém tem culpa de, nas vésperas dessa data, ser acometido de um sentimento de solidariedade para com os que passam horas acamados num hospital.

    Além disso, esse evento regional citado pelo anterior post, acabou por ser revelar, muito por arte da apresentadora, um feliz upgrade do tradicional Natal dos Hospitais, transmitido pela RTP e conduzido por Eládio Clímaco.

     
  • At 10 novembro, 2006 01:16, Anonymous Name said…

    O upgrade, como lhe chamas, é mais um downgrade. Porque com o Eládio Clímaco, se fecharmos os olhos com muita força e formos bons meninos, talvez consigamos acreditar que estamos, afinal, a ver os Jogos Sem Fronteiras! O que está muito longe de verificar-se contigo.

     
  • At 10 novembro, 2006 14:21, Blogger Raimundo said…

    É pá... arranjem um quarto e não me lixem a paciência. Já estou farto de vos aturar!

     
  • At 10 novembro, 2006 15:32, Blogger Luis said…

    "arranjem um quarto"

    Isto já é uma clássica ...

     
  • At 10 novembro, 2006 18:58, Anonymous A Catarina:P said…

    Eu escrevia alguma coisa de jeito... mas não me sobraram neurónios p isso depois de todas as vezes q andei de carro contigo... traste...

     
  • At 04 janeiro, 2008 01:59, Blogger Raimundo said…

    Name... a não ser quel... tal como eu suspeito sejas o R.P.S: agradecia que me enviasses o teu contacto. Envia para o e-mail do blog. Se és o R.P.S., envia na mesma só para confirmar.

     
  • At 09 julho, 2012 04:30, Anonymous Anónimo said…

    Outra coisa que queima neuronio: Ler Blog de português

     
Enviar um comentário
<< Home
 
 


Nome: Raimundo
Morada: Algures em algum sítio, bem no meio de..., Portugal
Que mais queres tu?
Então vê o perfil

Blog aberto a fumadores. E não... não temos as dimensões estipuladas por lei para poder ter um espaço para fumadores. E como estamos num país de chibos, já estou mesmo a ver: um dia destes há uma denúncia anónima e aparecem-me aí uns estupores da ASAE para fechar o tasco!

http://www.totse.com/en/bad_ideas/ka_fucking_boom/atomic.html

Imbecilidades diárias
O Mundo desde o início
Mundos aliados
Mundos de subversão
Mundos da Cova
Mundos de sabedoria
Mundos em hibernação
Usurários

Powered by Blogger

15n41n1