segunda-feira, outubro 13, 2014
Dois anos depois...

Olha um post mais de dois anos depois do último.
Não. Não estou a regressar do exílio. Não completamente pelo menos. Não que não se justificasse. Mas ainda não recuperei a vontade. Não totalmente em todo o caso.
Na verdade, e a antecipar um eventual regresso a bloguice estou apenas a testar a app do Blogger para Android. Se isto funcionar... quem sabe...

posted by Raimundo @ segunda-feira, outubro 13, 2014   0 e, se calhar, talvez até mais labregos passaram os olhos por isto e acharam-se qualificados para dar a opinião que ninguém lhes pediu
segunda-feira, agosto 27, 2012
A cassete amarela - ou como não gostava de Pearl Jam no Verão de '92


"Tens que ouvir isto", disse-me o Paulo enquanto me estendia uma cassete BASF amarela etiquetada "Ten - Pearl Jam" que acabara de tirar do seu inseparável walkman.
O Paulo era o meu primo de Lisboa que, todos os verões, ia passar uma temporada a casa dos meus pais a Trás-os-Montes. E todos os anos, na mochila, levava consigo uma carrada de cassetes - originais e piratas - das bandas que estivesse a ouvir na altura. E eram sempre muitas. Eram sempre mais as cassetes que a roupa.
Nascido três anos antes de mim, o Paulo foi o irmão mais velho que nunca tive e a minha primeira grande influência no que toca a preferências musicais. Foi com ele - e graças à sua mochila atrofiada de cassetes - que ouvi pela primeira vez Pixies, Aerosmith, Guns n' Roses, Def Leppard, Van Halen, Metallica, Nirvana, Radiohead, Billy Idol, Bon Jovi (antes do abandalhamento), Cult e INXS... entre muitas outras bandas. Por isso, quando naquele início de Verão de 1992 o Paulo me passou a cassete amarela e disse "tens que ouvir isto"... eu limitei-me de forma obediente a pô-la a tocar no leitor do quarto enquanto ele desfazia a mala.
Confesso que não foi amor à primeira vista. Para um "rockeiro" habituado à sonoridade vibrante do "glam rock" e do "hair metal", "Ten" era demasiado... soturno. Não era música para ouvir no Verão. Não me impressionou. E devo ter feito uma expressão qualquer de desprezo depois da primeira audição que deixou o meu primo incrédulo. "Tás marado?! Isto é um ganda som"!... "Não é a minha onda", respondi-lhe.
Mas ao longo das quatro ou cinco semanas seguintes o rapaz não desarmou. Andou com a cassete sempre atrás de si e, onde quer que houvesse um leitor, lá tinha eu que gramar com aquele som deprimente ou com ele a cantar "Even Flow", "Alive", "Black" e "Jeremy" com os auriculares do walkman enfiados nos ouvidos - o que era infinitamente pior. Era na cozinha ao almoço; na esplanada do café de Paradela onde a avantajada filha da dona servia às mesas ao fim da tarde; no quarto durante as últimas conversas da noite; no Fiat vermelho do meu pai durante os passeios de fim-de-semana; no relvado da piscina municipal de Vila Real ou da praia fluvial enquanto bebíamos coca-cola, comíamos gelados e cachorros e desapercebidamente deitávamos o olho às "aveques" em bikini. Mas não havia forma de "Ten" me entrar no sistema ainda sobrecarregado com o(s) fabuloso(s) e extasiante(s) "Use Your Illusion" - isso sim, disco(s) apropriado(s) para o Verão.
As férias chegavam ao fim e o Paulo regressava a Lisboa. Mas antes de se meter no autocarro voltou a abrir o walkman e a estender-me a BASF: "Fica com esta que eu gravo outra para mim". Admito - hoje com alguma vergonha - ter aceite apenas por uma questão de educação.
Era sempre um momento triste despedirmo-nos do Paulo. E a saudade insinuava-se assim que ele pisava o primeiro degrau a subir para o autocarro, e invadia-nos completamente à medida que se ia afastando.
Já no regresso a casa, sentado no banco do pendura do Fiat vermelho e com a lágrima no canto do olho, reparo que ainda seguro a cassete amarela. Retiro-a da pequena caixa de plástico e enterro-a no leitor do auto-rádio. "Even Flow" está a acabar. E, de repente, talvez devido à tristeza do momento, ao ouvir o primeiro - e memorável - riff da guitarra de Stone Gossard em "Alive" faz-se luz algures no meu cérebro. A cabeça começa a abanar ao ritmo da bateria e, surpreendentemente, dou por mim a cantar uma letra que desconhecia conhecer por cima da voz de Eddie Vedder. Subitamente, aquela música fazia sentido para mim.
O mais surpreendente, porém, é que à medida que vou ouvindo, apercebo-me que está lá tudo! O Verão todo! As saladas frias de feijão verde da minha mãe; a bem apetrechada filha da dona do café de Paradela; as conversas parvas de fim-de-noite; o passeio às Fisgas de Ermelo e a Mirandela; as "aveques" em biquini no Codessais... Tudo!
E sorri ao perceber que, afinal, o meu "irmão mais velho" tinha, mais uma vez, razão. É, decididamente, um "ganda som" primo.  E obrigado pela cassete.



NOTA: Passam precisamente hoje 21 anos sobre o lançamento de "Ten", dos Pearl Jam, um dos melhores discos rock de sempre. 
posted by Raimundo @ segunda-feira, agosto 27, 2012   0 e, se calhar, talvez até mais labregos passaram os olhos por isto e acharam-se qualificados para dar a opinião que ninguém lhes pediu
terça-feira, maio 29, 2012
O dia em que eu e o Bigodes fomos comprar raclette a Roma, sobrevivemos a um ataque terrorista , salvámos o David Fincher e a Timóteo pilotou um avião a jacto - ou a short story com o título mais longo de sempre
Eu sei que não vão acreditar, mas garanto-vos que foi assim mesmo.

Tudo começou quando, em casa dos Santos, decidimos que queríamos raclette para o jantar. Vai daí pusemo-nos a caminho de Roma. Eu e o Bigodes. Ultrapassa-me a razão por que fomos a Roma comprar raclette, mas aposto que uma ideia tão peregrina deve ter saído da cabeça do Bigodes.

Pelos vistos fomos de avião, porque, de repente, estávamos no aeroporto da capital italiana à procura da saída para nos dirigirmos à loja de queijo raclette mais próxima. E foi nesta altura que encontrámos a Cláudia Timóteo e a Marisa, que andavam nas suas habituais viagens por terras de ultramar. 

O Bigodes acabou por ir sozinho comprar o raclette enquanto eu fiquei a dar conversa às meninas. A cavaqueira não durou muito porque, entretanto, um grupo de terroristas decidiu atacar o aeroporto. Ainda pensámos que fosse o Bigodes a fazer das suas. Mas estávamos enganados. Por entre tiros e explosões e malta a fugir em todas as direcções, o rapaz conseguiu rastejar até ao sítio onde nos esconderamos e trazia consigo um tupperware rectangular com uma tampa cor de laranja cheiinho de queijo raclette.

Estávamos nós a delinear um plano para conseguir chegar a um dos dois aviões estacionados na pista sem sermos avistados quando o raio dos terroristas decidiram fazer explodir ambos os aparelhos. 

Estávamos encurralados, sem meios para sair daquele inferno de chumbo e fogo. Felizmente e providencialmente, apareceu o Nuno Neto que - não lhe perguntei mas presumi - estava no aeroporto de Roma a fazer a inspecção a um avião. Ele sabia onde havia outra aeronave que os terroristas ainda não tinham destruído e que poderia ser o nosso meio de fuga. 

Os cinco conseguimos fugir por entre os destroços do aeroporto até um hangar mais isolado onde se encontrava um avião a jacto particular. Mas quando estávamos a entrar para o pequeno aparelho vimos um grupo de terroristas perseguir e disparar sobre um dos sobreviventes do massacre no aeroporto. Gritámos ao homem para correr na nossa direcção. Aos zigue-zagues para escapar às balas, o tipo, que era nem mais nem menos que o David Fincher, lá conseguiu chegar até à escotilha e entrar já com o avião em movimento. 

Descolámos de imediato e levantámos voo por entre saraivadas de balas disparadas pelas AK 47 dos terroristas. E estávamos tão aliviados por ter escapado que nem achámos muito estranho que a Timóteo estivesse aos comandos, com o Neto sentado no lugar do co-piloto a dar-lhe indicações de como pilotar a aeronave e a acalmá-la: "tás a ir bem... tás a ir bem".

Não sei exactamente onde aterrámos, mas sei que chegámos inteiros e parámos, já em terra, na Rotunda do Rato, em frente à UBI. Mas agora o Bigodes chamava a atenção para outra tragédia: O raclette que comprara em Roma não dava para todos.

E foi então que, da sua mala de couro a tira-colo, o David Fincher retirou um tupperware com uma tampa cor de laranja. Suspirámos todos de alívio por não ter que regressar a Roma, e fomos para casa dos Santos jantar.

Até ao momento não sei se o queijo seria assim tão bom e se valeu a pena ir a Roma e passar por todas aquelas provações para o comprar porque, entretanto... acordei. 

Mas pelo menos comecei - literalmente - o dia a rir-me que nem um perdido ainda com o pijama vestido e a cabeça na almofada.
posted by Raimundo @ terça-feira, maio 29, 2012   1 e, se calhar, talvez até mais labregos passaram os olhos por isto e acharam-se qualificados para dar a opinião que ninguém lhes pediu
quarta-feira, maio 09, 2012
Battleship, ou as minhas duas horas de pasmo
Aconteceu ontem. E o acontecimento merece relevo por poucas, mas notáveis, razões. Em primeiro, e sobretudo, porque já não acontecia - comigo - há muito tempo. Ontem, pela primeira vez, creio que em muitos anos - pelo menos desde o primeiro "Jeepers Creepers" - vi um dos piores filmes jamais produzidos, realizados e representados... até ao fim.

Por norma, quando não gosto de um filme por qualquer razão, mudo de canal; fecho a janela do browser e escolho outro filme; saio a meio da sala de cinema; ou, simplesmente, adormeço.

Ontem não foi um desses dias. Ontem a fita era tão má, tão má, tão má que, a determinado momento, se tornou... interessante.

Eu não sou propriamente fascinado pela mediocridade. Nem creio que haja nela qualquer mérito. Mas quando essa mediocridade atinge níveis abaixo de zero a coisa passa para o domínio da bizarria. E o bizarro é confrangedoramente interessante, cativante... hipnotizante.

E foi com o espírito mesmerizado que, oito minutos apenas depois de me ter instalado no sofá e clicado no botãozinho play no meu site favorito de filmes, eu continuei a ver essa  pérola de vulgaridade, essa ode à frivolidade que dá pelo nome de... 'ta-daaa'... BATTLESHIP.

Vá foda-se!... BATTLESHIP!... Os gaijos até lhe deram um nome imponente. É singelo, simples, pouco presunçoso. Respeitável até. Parece que se trata de uma coisa séria!

Vou ser sincero. A primeira coisa que vi do filme, num teaser, há uns meses atrás, foi um portentoso navio de guerra, o Liam Neeson e a palavra BATTLESHIP! Convenceu-me, admito. Gosto de navios de guerra. Gosto do Liam Neeson. E BATTLESHIP, só assim, sem mais nada, dava-me a entender que vinha aí um épico do género.

Depois vieram os trailers e a coisa começou a desvendar-se: "Afinal parece que há extra-terrestres metidos ao barulho! Porra, lá vão os americanos ter que expulsar a pontapé  e à bastonada a enésima raça de criaturas de outros planetas que nos vêm cá foder o juízo e acabar com o nosso sossego", pensei eu. E pensei bem.  Mas prontos... como até sou adepto da ficção científica, achei que estava preparado para assistir a mais uma versão do triunfo do engenho humano sobre o mais que evidente e avassalador avanço tecnológico da força invasora. Achei mal... Achei tão mal.

A verdade é que nada nos prepara para um BATTLESHIP. Nada!

BATTLESHIP é um hino à falta geral de ideias... e à falta de coerência das poucas que o guionista teve. É o cinema blockbuster elevado ao ridículo. É pornografia de luzes, explosões e frases feitas de cinco palavras. É a prova de que, efectivamente, é possível fazer um filme só com efeitos (não assim tão) especiais e sem um único diálogo com o mínimo de substância. BATTLESHIP é Peter Berg a chamar "coninhas" ao John Woo.


Abençoados sejam, porém, os engenheiros que desenharam as criaturas extra-terrestres. Porque qualquer uma delas é mais expressiva que os actores que deram vida às personagens mais enfadonhas, previsíveis e estúpidas que um filme de acção alguma vez imortalizou. Comparado com estes... Arnold Schwarzenegger merecia um Óscar pelo trabalho em "O Predador".

Mas são os pequenos pormenores que vão tornar BATTLESHIP num filme "de culto". Talvez não pelas melhores razões mas, ainda assim, "de culto". Detalhes que, por um lado, levam o filme a afundar-se abaixo da linha da mediocridade enquanto produção cinematográfica, e, por outro,  revolucionam todos os conceitos do género da ficção-científica tal como o conhecemos  (ou conhecíamos). Mas prometo falar mais sobre este aspecto amanhã ou depois, que o post já vai longo.

Até lá... Ridley Scott? James Cameron? John Carpenter? George Lucas? Steven Spielberg?...  Ponham-se a pau. Há um puto novo a brincar com naves espaciais às "invasões à Terra". Chama-se Peter Berg... e não regula bem dos cornos!
posted by Raimundo @ quarta-feira, maio 09, 2012   5 e, se calhar, talvez até mais labregos passaram os olhos por isto e acharam-se qualificados para dar a opinião que ninguém lhes pediu
sábado, setembro 25, 2010
Quando tinha inspiração não tinha tempo. Agora tenho tempo e falta-me a inspiração. Drogas não resultam e o álcool deixa-me disléxico. E olhar para o monitor em branco também não tem dado resultado.

Preciso de uma provocação.

Façam-me um favor e insultem-me seus filhos da mãe!
posted by Raimundo @ sábado, setembro 25, 2010   2 e, se calhar, talvez até mais labregos passaram os olhos por isto e acharam-se qualificados para dar a opinião que ninguém lhes pediu
sexta-feira, junho 12, 2009
Novo Fôlego
Depois de uma ausência regular - ou permanência irregular, como preferirem - decidi dedicar-me novamente ao blog. Devo admitir que faltou, nos últimos dois anos, e por razões que só a mim dizem respeito, motivação para dinamizar o espaço. E mais por obrigação que por sincera vontade fui "postando" imbecilidades quase sempre desfasadas, em forma e conteúdo, dos textos dos primeiros três anos.
Se eu tivesse sido educado a ter vergonha na cara, pedia desculpas aos que regularmente visitavam a "tasca". Mas sendo eu orgulhoso transmontano, e não devendo nada a ninguém, não vejo necessidade em tal. Assim com' assim o que não falta na net são blogs tão - ou mais - idiotas quanto este, de modos que ninguém, certamente, morreu à falta de escatologia verbal gratuita.
Adiante... é só para informar que o "Mundo por Raimundo" vai regressar em força e na bitola inicial. Por isso... se sofrem de doença coronária... disfunção eréctil... ou aderiram ao novo acordo ortográfico... o melhor é não voltarem aqui mais. Porque isto vai ser só para malta que fala mal... fode bem... e come e bebe como se não houvesse AVC's.
posted by Raimundo @ sexta-feira, junho 12, 2009   2 e, se calhar, talvez até mais labregos passaram os olhos por isto e acharam-se qualificados para dar a opinião que ninguém lhes pediu
segunda-feira, março 30, 2009
É mesmo disto que o Mundo precisa...
A cimeira do G20, na próxima quinta-feira, em Londres, deverá consagrar a emergência da China como uma das grandes potências económicas do planeta e atribuir-lhe um maior papel no sistema financeiro internacional.

E aí está a solução para a crise económica mundial: consagrar como vectores de desenvolvimentio económico as lojinhas de chineses em regime dutty-free pelos centros comerciais das cidades europeias, a exploração de mão-de-obra infantil, os turnos de 16 horas, o desrespeito pelas mais básicas condições de trabalho e o desprezo pelo controlo de qualidade. Hu-hum... é mesmo disto que precisa o mundo no século XXI. Bem, pelo menos disto até sai uma coisa positiva: para os industriais ocidentais que nos últimos anos deslocalizaram empresas para a China, para aproveitar a mão-de-obra barata, e despediram os trabalhadores dos seus paises... isto é um valente pontapé nos tomates. Resta-nos esse triste consolo.
posted by Raimundo @ segunda-feira, março 30, 2009   0 e, se calhar, talvez até mais labregos passaram os olhos por isto e acharam-se qualificados para dar a opinião que ninguém lhes pediu
A man in a raft
A man in a raft. Alone in the sea.
No land on sight. Nothing...
...but water to see.
Drifting, drifting, along with the tide
Where does she takes him?
He stopped care a long time.

There's a hook and a line
in the raft he don't sail.
And a bucket for water
Whenever it rains.
There's also a paddle
he used for a few days.

Now the fish hardly bites.
He gets just enough to get by.
There's no rain for two weeks
And the bucket gets dry.
And at the end of the ship
The paddle sleeps tight

He then turns to heavens.
His eyes on the sky.
He ask for water and food
And a shore to wreck by.
Any shore to wreck by.
But the clouds are as silent and useless
As the paddle behind.

He doesn't pray anymore.
He just refuses to die.
So he do whatever he must to survive.
He eat the raw fish
That get hooked on the line
And he drink the hard water
That beneath the raft rides.
And whenever the paddle is caught on his glimpse
He grinds a dreadful smile.

For the paddle, you see,
Is nothing to him but a joke.
A real sadistic mockery.
For what use has a paddle
When you don’t know where you go?
Why should you bother to paddle
If you don’t know where to row?
So he choose not to paddle
And just go with the flow.
Not because he don’t know how…
…Just because he don’t know.
posted by Raimundo @ segunda-feira, março 30, 2009   0 e, se calhar, talvez até mais labregos passaram os olhos por isto e acharam-se qualificados para dar a opinião que ninguém lhes pediu
 


Nome: Raimundo
Morada: Algures em algum sítio, bem no meio de..., Portugal
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Blog aberto a fumadores. E não... não temos as dimensões estipuladas por lei para poder ter um espaço para fumadores. E como estamos num país de chibos, já estou mesmo a ver: um dia destes há uma denúncia anónima e aparecem-me aí uns estupores da ASAE para fechar o tasco!

http://www.totse.com/en/bad_ideas/ka_fucking_boom/atomic.html

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