quarta-feira, novembro 15, 2006
As 7 Maravilhas Nacionais*

Tenho para mim que isto das "7 Maravilhas Nacionais" é só mais uma dor de corno à portuguesa. Os outros têm e a gente também quer! É mais ou menos como o TGV.

De qualquer modo, e mesmo não sendo engenheiro, nem arquitecto, nem historiador deixo aqui, em primeiríssima mão, as minhas sugestões para futuras "7 Maravilhas Nacionais":

1 – A escultura do Cutileiro (essa mesmo!) - porque é o paradigma do desconcerto genital de um país que "os" tem... mas que nem sempre “os” tem no sítio!

2 – O IP4 – por ser o caminho de cabras mais sofisticado do mundo (logo elegível para Maravilha Mundial).

3 – O Metro do Porto – Uma obra única, quiçá, no Universo, por ser a consubstanciação de um sentimento - neste caso, de profunda amargura e inveja em relação à cidade de Lisboa (e Mirandela, já agora) - que ultrapassou, quer pelo engenho, quer pela ignorância, todos os obstáculos que pareciam impossibilitar o projecto.

4 – O Anticiclone dos Açores – Porque desde que o Algarve é nosso nunca ninguém tanto trabalhou para promover o turismo na região. E já lá vão 800 anos…

5 – A estátua do Eusébio – Porque é a homenagem corajosa a um gaijo que, só por acaso, foi o melhor jogador de futebol português de todos os tempos… e até nem era bem português. Enfim… porque num País onde se é racista mas se diz que não, é desconcertantemente maravilhoso que se distinga um preto.

6 – A sandes de coirato (após cuidadosa apreciação contra o caldo verde e a sardinha assada no pão) – porque é a única coisa que, desde que há Taça de Portugal em Portugal, consegue unir em comunhão espiritual os adeptos das duas equipas da final… mesmo que sejam o Benfica e o Porto. Aliás, para promover a candidatura da sandes de coirato, Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira já se mostraram disponíveis para tirar uma fotografia a provar a iguaria junto de uma barraquinha à entrada do Estádio do Jamor.

7 – A cara da Lili Caneças – Uma obra que data de tempos de que não há memória, mas que conserva ainda uma certa integridade estrutural. E que, ao contrário da maior parte das obras, se vai recriando, reestruturando e actualizando à medida que envelhece. Se isto não é uma maravilha… não sei o que é!


*Texto originalmente escrito para o Geração Rasca de dia 7 mas perfeitamente enquadrável neste espaço. Não é costume isto acontecer por estes lados, mas hoje a preguiça atingiu um nível intermédio na escala raimundina: não quero deixar de actualizar o blog, mas também não me apetece escrever um texto absolutamente novo. De modos que, após uns intermináveis 10 segundos de negociação com meu ego, ficou decidida esta solução. Espero que o meu desmazelo não vos cause transtorno. Mas se causar, já sabem o que isso me importa... não sabem?
posted by Raimundo @ quarta-feira, novembro 15, 2006  
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